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LIÇÕES DE FUTEBOL E LIDERANÇA DE OSWALDO PARA MICALE!

Foto: Bruno Cantini / Clube Atlético Mineiro / Divulgação

LIÇÕES DE FUTEBOL E LIDERANÇA DE OSWALDO PARA MICALE!

Por Eduardo Madeira

01/10/2017

Li um tweet há poucos dias que define exatamente o meu sentimento na comparação entre os técnicos Oswaldo de Oliveira com Rogério Micale: “Oswaldo não é o técnico que eu queria no Galo, mas pelo menos é um técnico. Micale não”.

Sem rodeios: pra mim, Micale pode um dia ser um grande treinador mas hoje está longe de ser. Muito longe. O Atlético no profissional é grande demais para ele. Sua passagem relâmpago provou isso e que Daniel Nepomuceno fez uma péssima escolha, como infelizmente previu praticamente toda a crônica esportiva mineira.

A evolução que o Galo teve com Micale em alguns aspectos (marcação pressão e marcação no meio-campo) está muito mais ligada ao fato do time jogar apenas 1 vez por semana e ter tempo para treinar – comentário que concordo com o Rodrigo Rhayner do portal Cam1sa Doze – não perco uma live no You Tube com ele e com o Fael Lima toda noite de 3ª feira.

Oswaldo de Oliveira está longe de ser o treinador dos meus sonhos. É um treinador sem grandes resultados há muito tempo. Mas mostrou o quanto Micale errava em coisas simples.

As primeiras lições para um treinador (ou líder, nas empresas do mercado de trabalho) que Oswaldo chegou ensinando a Micale detalhadas abaixo.

1 – Dar confiança, responsabilidade e cobrança aos medalhões

Oswaldo já chegou se reunindo com os líderes do grupo – Victor, Leonardo Silva, Elias, Robinho e Fred – dando-lhes confiança, responsabilidade e cobrança. Como se deve fazer quando se assume um novo time profissional nas empresas.

É dos medalhões (no futebol e nas empresas) que se deve aproximar primeiro nos momentos de crise. É neles que o líder deve se apoiar. É a eles que ele tem que conquistar primeiro. É deles que o líder deve ouvir mais. É a eles que se deve dar confiança. É dos medalhões que o técnico precisa extrair mais! Oswaldo o fez com Robinho e ele, após “longo e tenebroso inverno” jogou muito e fez os gols da vitória de hoje sobre o Furacão.

Ouça os GOLS do jogo narrados pela turma da Rádio 98

VEJA também os gols do jogo com a nossa narração. Video do canal Luizinho Galo Doido do You Tube. Clique AQUI para acessar o canal.

2 – Não atrapalhar e posicionar certo cada jogador

O primeiro mandamento da liderança nas empresas é: não atrapalhe! Faça cada um jogar (inclusive nas empresas) onde se sente melhor.

Oswaldo jogou com Fred e Robinho na frente. Fez o óbvio. Óbvio que Roger Machado e Micale não conseguiram. Pedir Robinho pra marcar lateral é desperdício. O novo treinador o colocou onde rende: perto do gol adversário.

Jogou com Cazares como meia pela direita (e não centralizado). Apesar da displicência do equatoriano em vários lances ele acabou dando passe decisivo ao gol da consolidação. Já que Cazares não consegue jogar centralizado e sempre cai nas laterais, que o coloque ali, onde gosta de jogar. Simples. Sem atrapalhar. Sem pedir algo que o jogador já provou que não sabe bem e colocá-lo onde rende mais. Fez o básico o Oswaldo. Viu, Micale?

Não que agora o Galo tem um treinador espetacular. Mas pelo menos agora tem um treinador. Que faz o simples. Que faz o básico.

Neste momento, com esse tatiquês modinha, tem muito treinador enganando por aí. Vejam o Renato Gaúcho, tido como ultrapassado, levou o Grêmio a um título de Copa do Brasil e a uma semifinal de Libertadores. Renato tem BRAVATA, PERSONALIDADE e não fica nessa de “jogo apoiado”, “amplitude”, “futebol reativo”, “posse da bola” e etc. Ele joga pra fazer gol. Simplifica.

Agora é jogar sério pra ganhar na 4ª feira a Copa da Primeira Liga. Que é como o Campeonato Mineiro: não vale quase nada, se ganhar. Mas se perder, é crise e cobrança!

Eu acredito na evolução do Galo com Oswaldo de Oliveira. Ele tem bravata, joga ofensivamente, faz o simples, dá confiança, responsabilidade e cobrança aos medalhões. Simples, né?!

Simplicidade é outra coisa que o Micale precisa aprender. Roger também! Ah, que se danem os dois!

E viva o Galo! O time da bravata, do povo, da simplicidade!

Um abraço,

Eduardo Madeira.